no comboio da vida
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Desafios
Há muitos anos atrás num reino muito distante existia um indivíduo que passava o tempo a arranjar problemas com todos os habitantes do reino. O rol de queixas era enorme… Por fim, as autoridades do reino prenderam-no e levaram-no perante o rei. Perante tantas acusações, o rei, diante do povo do reino, condenou-o á morte por enforcamento na praça principal. Que tens a dizer? Perguntou-lhe o rei depois de proferir a sentença.Pode ser! Disse o homem com desinteresse, e acrescentou: è vossa majestade que fica a perder.Fez-se um silêncio enorme…Como assim? Perguntou o rei indignado: Eu é que fico a perder?Sim, de facto, Vossa majestade gosta muito de cavalos…e sei que tem um magnífico cavalo…Mas o que tem isso a ver? Interrompeu-o o rei no limite da paciência.Pois bem, eu poderia ensinar o cavalo de vossa majestade a falar…mas vou morrer…e sendo assim vossa majestade ficara a perder…O rei olhou-o com desconfiança…E se eu estivesse interessado … quanto tempo precisavas para ensinar o meu cavalo a falar?O cavalo de vossa majestade é inteligente…ainda assim…nunca menos de 1 ano…Pois que seja! Disse o rei com um ar ameaçador. Mas se em 1 ano o meu cavalo não falar, serás torturado ate á morte, serás mil vezes golpeado, serás esquartejado, queimado vivo, certificar-me-ei que terás a morte mais lenta e mais horrível de que há memoria!O povo estava aterrorizado só de ouvir as ameaças do rei…Os amigos foram ter com ele às cavalariças do reino e disseram-lhe:És louco!!! Poderias ter tido uma morte rápida e sem dor…serás torturado como não há memória neste reino!!! O que passou pela cabeça?Que loucura é essa?O homem com a descontracção que lhe era habitual, respondeu: Daqui por um ano muita coisa pode acontecer… o rei pode morrer, o cavalo pode morrer, eu posso morrer…e daqui por um ano se calhar até o cavalo aprende a falar…
sábado, 10 de março de 2012
A PORTA NEGRA
Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava; levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual estavam gravadas figuras de caveiras. Nessa sala ele fazia-os ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer cravados de flechas pelos meus arqueiros, ou passarem por aquela porta negra e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. No final da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta negra?
- Vá e veja.
O soldado então abre-a vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão entrando e clareando o ambiente, até que, totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado admirado, olha para o seu rei que diz:
- Eu dei-lhes a escolher, mas preferiram morrer do que arriscarem-se a abrir essa porta.
Moral da história: Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido. Para outros, é uma pessoa difícil. Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo: Medo de se entregar (a alguém ou a alguma coisa . Medo de se relacionar ou Medo de viver um grande amor, ou Medo de ser rejeitado ou Medo de inovar ou Medo de mudar ou Medo de voar mais alto. Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparação atemoriza. Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação. Mas, se você pode perder, também pode vencer. Se der um passo para além do medo, irá encontrar o raio de sol adentrando a sua vida.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta dos nossos sonhos?
- Vocês podem escolher morrer cravados de flechas pelos meus arqueiros, ou passarem por aquela porta negra e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. No final da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta negra?
- Vá e veja.
O soldado então abre-a vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão entrando e clareando o ambiente, até que, totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado admirado, olha para o seu rei que diz:
- Eu dei-lhes a escolher, mas preferiram morrer do que arriscarem-se a abrir essa porta.
Moral da história: Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido. Para outros, é uma pessoa difícil. Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo: Medo de se entregar (a alguém ou a alguma coisa . Medo de se relacionar ou Medo de viver um grande amor, ou Medo de ser rejeitado ou Medo de inovar ou Medo de mudar ou Medo de voar mais alto. Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparação atemoriza. Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação. Mas, se você pode perder, também pode vencer. Se der um passo para além do medo, irá encontrar o raio de sol adentrando a sua vida.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta dos nossos sonhos?
sexta-feira, 2 de março de 2012
a vida
Vida
NADA É ESTÁTICO. TUDO É TRANSFORMAÇÃO. NÓS TAMBÉM.
Todo o nosso mundo é feito de aparências, mesmo que o tenhamos como uma realidade absoluta, palpável. O mundo é um processo em constante mudança. Nós mudamos todos os momentos. Amanhã não será igual a hoje. Nós estaremos diferentes mesmo que a um nível não perceptível.
O que nos é dado observar é, com efeito, apenas uma fração da realidade. E depois o observador altera o observado. Minhas emoções também modificam a interpretação da realidade que eu observo. Meus sonhos nocturnos rasgam todas as leis da Física conhecida. Olhamos as pessoas e o que vemos não é o que elas querem que nós possamos ver. É aquilo que elas - com as suas próprias limitações - são capazes de revelar, mesmo contra sua vontade. Podem estar tristes mas dizem-nos "não, é impressão sua". E depois vão para o quarto chorar. Podem estar inquietas e nós julgarmos que apenas estão apressadas.
Não conhecemos os outros tanto como talvez gostássemos. E conhecemo-nos a nós mesmo? Completamente? Não, definitivamente não. Temos um mundo oculto que não cessa de influenciar as nossas expressões e comportamentos. Que chega mesmo a surpreender-nos. E lá vem, às vezes, aquela pergunta e a necessária confissão: "Fui eu quem disse isso? Desculpa, eu estava "fora" de mim".
No mundo nada é estático. Tudo está em transformação. Sempre. E se não fosse assim não haveria mundo. Não haveria nada.
NADA É ESTÁTICO. TUDO É TRANSFORMAÇÃO. NÓS TAMBÉM.
Todo o nosso mundo é feito de aparências, mesmo que o tenhamos como uma realidade absoluta, palpável. O mundo é um processo em constante mudança. Nós mudamos todos os momentos. Amanhã não será igual a hoje. Nós estaremos diferentes mesmo que a um nível não perceptível.
O que nos é dado observar é, com efeito, apenas uma fração da realidade. E depois o observador altera o observado. Minhas emoções também modificam a interpretação da realidade que eu observo. Meus sonhos nocturnos rasgam todas as leis da Física conhecida. Olhamos as pessoas e o que vemos não é o que elas querem que nós possamos ver. É aquilo que elas - com as suas próprias limitações - são capazes de revelar, mesmo contra sua vontade. Podem estar tristes mas dizem-nos "não, é impressão sua". E depois vão para o quarto chorar. Podem estar inquietas e nós julgarmos que apenas estão apressadas.
Não conhecemos os outros tanto como talvez gostássemos. E conhecemo-nos a nós mesmo? Completamente? Não, definitivamente não. Temos um mundo oculto que não cessa de influenciar as nossas expressões e comportamentos. Que chega mesmo a surpreender-nos. E lá vem, às vezes, aquela pergunta e a necessária confissão: "Fui eu quem disse isso? Desculpa, eu estava "fora" de mim".
No mundo nada é estático. Tudo está em transformação. Sempre. E se não fosse assim não haveria mundo. Não haveria nada.
o mapa da vida
O mapa da vida é como um mapa de estradas. Estão lá os caminhos mas a maioria deles nunca os conheceremos. Cheios de possibilidades mas também de encruzilhadas e labirintos. Há depois uma imensidão de pequenos caminhos e atalhos que não vêm no mapa. E é nessa malha escondida que o mapa falha.
Temos de seguir a intuição ou, talvez, o coração. Porque, em última instância, é o coração que ajuda a tomar decisões, mesmo que se revelem erradas levando-nos para becos sem saída. E aí a solução é recuar e continuar outro caminho. Viver é caminhar, procurar, criar, insistir. Nem sempre pelas auto-estradas mas muitas vezes pelos caminhos escondidos e apagados do mapa.
Temos de seguir a intuição ou, talvez, o coração. Porque, em última instância, é o coração que ajuda a tomar decisões, mesmo que se revelem erradas levando-nos para becos sem saída. E aí a solução é recuar e continuar outro caminho. Viver é caminhar, procurar, criar, insistir. Nem sempre pelas auto-estradas mas muitas vezes pelos caminhos escondidos e apagados do mapa.
serenidade
“Senhor, conceda-me a serenidade
para aceitar aquilo que não posso mudar,
a coragem para mudar o que me for possível
e a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
apreciando um momento de cada vez,
recebendo as dificuldades como um caminho para paz,
aceitando este mundo cheio de pecados como ele é,
assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
se eu me entregar à Sua vontade;
Pois assim poderei ser razoavelmente feliz
nesta vida e supremamente feliz na outra.”
Amém!
Reinhold Niebuhr
para aceitar aquilo que não posso mudar,
a coragem para mudar o que me for possível
e a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
apreciando um momento de cada vez,
recebendo as dificuldades como um caminho para paz,
aceitando este mundo cheio de pecados como ele é,
assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
se eu me entregar à Sua vontade;
Pois assim poderei ser razoavelmente feliz
nesta vida e supremamente feliz na outra.”
Amém!
Reinhold Niebuhr
quinta-feira, 1 de março de 2012
a árvore
ÁRVORE DOS MEUS AMIGOS
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então e chamado de amigo/a namorado/a. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.
Hoje e Sempre... simplesmente porque: "Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso".
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então e chamado de amigo/a namorado/a. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.
Hoje e Sempre... simplesmente porque: "Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso".
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
o meu castelo
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
(Fernando Pessoa)
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
(Fernando Pessoa)
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